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Porto do Rio Consolida Retomada das Exportações de Café
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Dezembro 2007 - Ano 86 - Nº 824

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Com a última grande safra de café em 2002/2003, podemos afirmar que foi um marco histórico recente resultando em um novo aprendizado na leitura e interpretação do cenário macro café. Haja vista o encontro concomitante de uma safra recorde com uma desvalorização do Real beirando os 4,00 por US dólar, reflexo do calor eleitoral que somados fizeram os diferenciais para os cafés finos atingirem -23/-27. Isto ocasionou volumes recordes de embarque e de estoques internos no cómercio e produção de tal sorte que consolidaram na época um vício de origem que, para poderem participar das exportações, os traders teriam que vender de -22 para pior ou não teriam condições de manterem seus respectivos market shares ou sequer pensar em crescer.

Este quadro até então demonstrava uma desproporção das forças entre os segmentos no mercado cafeeiro mundial, gerando uma  flagrante fraqueza presente na produção mundial sem esquecer a participação agressiva do Vietnam, ocasionando o efeito âncora nos blends daquele momento e a maior e fundamental participação dos fundos.

O aumento das taxas de juros e a ortodoxia monetarista adotadas pelo governo eleito fizeram, o que poucos acreditavam durante este período, a economia atingir recordes na balança comercial aproveitando integralmente a sobrevalorização do dólar como um rolo compressor abrindo espaço para uma nova dinâmica cambial e conseqüentemente comercial, o câmbio de uma única mão – ladeira abaixo de Novembro/02 até os dias de hoje e com alguns remotos espasmos, em razão do fluxo crescente geometricamente vindo da exportação e investimentos diretos de moedas fortes. Por outro lado, em razão do aviltamento dos preços ,a produção não tinha como reinvestir no parque cafeeiro. Conclusão do movimento: NY saiu dos US 0,48 para até US 1,50, a BM&F saiu dos US 45 para até US 200. Os diferenciais e as arbitragens fecharam até -03/-06, movimento este que durou aproximadamente cinco safras.

Baseados no exposto acima, ficam para todos nós, profissionais do mercado de café, que teremos que enfrentar esta nova realidade, a globalização que veio para ficar, de forma objetiva porque, além de tradição, seriedade e estrutura, temos como Nação produtora a maior diversidade de qualidades, a maior produção e consumo. Portanto somos por vocação o player mais respeitado do mundo.

A Produção como Cooperativas e Produtores caminhapara uma aproximação comercial crescente com as pontas tomadoras Comércio Exportador, Indústrias de Torrado Moído e Solúvel através dos Agentes Financeiros, Empresas de Insumos, Fundos, Importadores etc. Utilizando-se de CPRS, CDA, WA, PEPRO, PROP e TERMO. Através destes instrumentos poderão estruturar operações de crédito e financiamento junto aos mercados futuros e de opções podendo agregar mais valor e mitigação de risco.

Aproveitando esta oportunidade, o Mercado de Café aguarda com muito interesse uma solução definitiva para as chamadas de safra que serão feitas em conjunto pela CONAB e IBGE, com o objetivo de voltarmos a ter maior credibilidade no âmbito interno e, principalmente, no internacional.

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