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Dezembro 2007 - Ano 86 - Nº 824

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O cenário é dos mais atrativos. As montanhas, a vegetação e as nuvens dão um ar bucólico a uma das mais belas regiões do Brasil. A divisa entre São Paulo e Minas Gerais é explicitada com um grande pórtico, no qual o visitante é recebido com boas-vindas a Poços de Caldas, uma das mais acolhedoras cidades mineiras, famosa por seus encantos turísticos.

É também nesse cenário que se vislumbra um grande prédio de cor verde. É nessa construção que se acomoda o mais novo armazém geral de café do país, o Campo Verde, pertencente à exportadora Terra Forte, que atua no mercado nacional há cerca de um ano e que tem à frente o empresário — e um dos maiores produtores individuais de café do mundo — João Faria. A inauguração do armazém Campo Verde ocorreu no último dia 17 de novembro e reuniu diversos representantes do segmento cafeeiro nacional, entre produtores, exportadores, industriais e traders, além de autoridades locais.

O armazém geral tem uma estrutura de construção de 12 mil metros quadrados, com um potencial de preparo de cinco mil sacas/dia. Todo o maquinário foi adquirido junto à empresa Pinhalense, que dotou o Campo Verde com o que há de mais moderno em tecnologia de preparo de café.

Nova etapa — A implantação do armazém geral na cidade de Poços de Caldas foi a segunda fase de um grande projeto idealizado a partir de uma parceria do empresário João Faria com o grupo Grande Leste Agropecuária, que redundou na criação da Terra Forte Exportadora e Importadora de Café.


Empresário João Faria
A Terra Forte tem o aporte de sete grandes fazendas — Campo Verde, São José, Macuco, Samambaia, Igurê, Joha e Grande Leste — distribuídas pelo cerrado e sul mineiro, Garça (São Paulo) e Bahia, com uma produção média de 247 mil sacas ao ano. “A Terra Forte foi criada com olhos voltados para o mercado de exportação do Brasil. Queremos fazer a ‘linkagem’ entre o produtor e o consumidor final lá na Europa ou nos Estados Unidos. Essa é uma empresa ainda muito nova, mas estamos trabalhando para encontrarmos nosso espaço no mundo cafeeiro”, declarou João Faria. A Terra Forte hoje exporta uma média de 65 mil sacas de café ao mês, o que, segundo o empresário, é uma marca adequada para a empresa que está há apenas um ano no mercado. Para ele, é ideal que a exportadora siga evoluindo de forma ordenada, contando com uma boa estrutura para atingir números mais robustos no futuro.

Na opinião de Faria, o próximo objetivo a ser perseguido é a marca de 100 mil sacas embarcadas ao mês. “Talvez consigamos atingir esse número em um ano, ou em um ano e meio. O importante é que já temos equipamentos instalados para atender esse montante, ou seja, para chegarmos às 100 mil sacas não vamos precisar investir em equipamentos nem em armazém, o que torna as coisas mais fáceis. O difícil é começar e chegar até aqui”, apontou.

Fidelidade — A instalação do armazém geral de Poços de Caldas se manteve fiel aos projetos da Terra Forte no que diz respeito à sustentabilidade do café. Uma das preocupações na execução do projeto do Campo Verde foi dotá-lo de uma estrutura de “rebenefício ecologicamente correto”.

Segundo Faria, o armazém foi construído observando todas as normas internacionais de padronização ecológica, com a certificação sendo executada por um organismo abalizado. Uma grande parte do lixo gerado no armazém geral tem destinação direta para a reciclagem. O projeto como um todo do armazém conta com uma idéia de sustentabilidade ecológica, buscando ser, desse modo, um diferencial a mais a ser apresentado aos compradores internacionais dos cafés da Terra Forte.

Na divisa — O novo local de recebimento e preparo de café está localizado em uma área privilegiada, na “entrada” do Estado de Minas Gerais. Faria explicou que a escolha de Poços de Caldas para receber o Campo Verde não foi aleatória, mas levou em conta todo um aspecto logístico.

“A maior área de produção de nossas fazendas está aqui no sul de Minas, além de essa região ser a maior produtora de café do Brasil. Ainda pesou a favor de efetuarmos a escolha desse local o fato de a distância daqui ao Porto de Santos ser de cerca de 400 quilômetros. Nós compramos o café aqui no sul de Minas, trazemos para o armazém e daqui para o porto o caminho a percorrer não é tão longo. Sem dúvida, Poços de Caldas tem uma localização estratégica”, disse o produtor e empresário.

E quem ficou contente com a escolha da Terra Forte foi a comunidade de Poços de Caldas, que passou a contar com um forte investimento em café. O município, desse modo, quer ser reconhecido não apenas por suas qualidades turísticas, mas também como uma cidade com um grande potencial cafeeiro. O prefeito da cidade, Sebastião Navarro Vieira Filho, destacou que quando o café vai bem, o sul de Minas Gerais também vai bem e isso está sendo observado no atual momento, com o município recebendo um grande armazém geral para estimular ainda mais a cafeicultura regional.

Panorama interno do armazém Terra Forte

“A iniciativa do grupo Terra Forte foi das mais louváveis e foi caracterizada por recursos próprios. A empresa só nos procurou para a regularização do armazém nos registros da Prefeitura. Ou seja, não vieram até nós em busca de incentivos fiscais, mas escolheram investir na cidade por sua posição estratégica e por seu potencial”, apontou Vieira Filho. O prefeito ainda lembrou que apesar de ser uma cidade que conta com investimentos significativos, muitas vezes Poços de Caldas recolhe tributos menores que outras localidades da região, como Varginha, por conta de esses municípios contarem com um setor cafeeiro extremamente forte.

“Agora com esse investimento vamos ter um impulso na cafeicultura da cidade. É uma contribuição muito grande que a exportadora Terra Forte traz para Poços de Caldas, com uma injeção de ânimo em nosso setor cafeeiro e a conseqüente geração de empregos”, complementou. Os muitos cafeicultores presentes à inauguração do armazém geral elogiaram o investimento que a Terra Forte vem executando para se firmar como uma grande exportadora brasileira.

O produtor e engenheiro agrônomo José Carlos Grossi foi um deles, que destacou a grandiosidade da estrutura montada pela empresa em seu armazém geral de Poços de Caldas. De acordo com ele, que acompanhou todo o desenvolvimento da obra do Campo Verde, esse seria um dos melhores armazéns de café do país, com toda a tecnologia necessária para o preparo e para a estocagem ideal do produto.

“O João Faria está de parabéns por oferecer algo assim para a cafeicultura brasileira. É fantástico em termos de armazém, climatizado, com estrutura para que possa ser expandido. É mais que elogiável o trabalho da Terra Forte em criar essa estrutura para o recebimento de cafés”, complementou Grossi.

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