O
cenário é dos mais atrativos.
As montanhas, a vegetação e as nuvens
dão um ar bucólico a uma das mais belas
regiões do Brasil. A divisa entre São
Paulo e Minas Gerais é explicitada com um grande
pórtico, no qual o visitante é recebido
com boas-vindas a Poços de Caldas, uma das
mais acolhedoras cidades mineiras, famosa por seus
encantos turísticos.
É também nesse cenário que se
vislumbra um grande prédio de cor verde. É
nessa construção que se acomoda o mais
novo armazém geral de café do país,
o Campo Verde, pertencente à exportadora Terra
Forte, que atua no mercado nacional há cerca
de um ano e que tem à frente o empresário
— e um dos maiores produtores individuais de
café do mundo — João Faria. A
inauguração do armazém Campo
Verde ocorreu no último dia 17 de novembro
e reuniu diversos representantes do segmento cafeeiro
nacional, entre produtores, exportadores, industriais
e traders, além de autoridades locais.
O armazém geral tem uma estrutura de construção
de 12 mil metros quadrados, com um potencial de preparo
de cinco mil sacas/dia. Todo o maquinário foi
adquirido junto à empresa Pinhalense, que dotou
o Campo Verde com o que há de mais moderno
em tecnologia de preparo de café.
Nova
etapa — A implantação
do armazém geral na cidade de Poços
de Caldas foi a segunda fase de um grande projeto
idealizado a partir de uma parceria do empresário
João Faria com o grupo Grande Leste Agropecuária,
que redundou na criação da Terra Forte
Exportadora e Importadora de Café.
Empresário
João Faria |
A
Terra Forte tem o aporte de sete grandes fazendas
— Campo Verde, São José, Macuco,
Samambaia, Igurê, Joha e Grande Leste —
distribuídas pelo cerrado e sul mineiro,
Garça (São Paulo) e Bahia, com uma
produção média de 247 mil
sacas ao ano. “A Terra Forte foi criada
com olhos voltados para o mercado de exportação
do Brasil. Queremos fazer a ‘linkagem’
entre o produtor e o consumidor final lá
na Europa ou nos Estados Unidos. Essa é
uma empresa ainda muito nova, mas estamos trabalhando
para encontrarmos nosso espaço no mundo
cafeeiro”, declarou João Faria. A
Terra Forte hoje exporta uma média de 65
mil sacas de café ao mês, o que,
segundo o empresário, é uma marca
adequada para a empresa que está há
apenas um ano no mercado. Para ele, é ideal
que a exportadora siga evoluindo de forma ordenada,
contando com uma boa estrutura para atingir números
mais robustos no futuro. |
Na opinião de Faria, o próximo objetivo
a ser perseguido é a marca de 100 mil sacas
embarcadas ao mês. “Talvez consigamos
atingir esse número em um ano, ou em um ano
e meio. O importante é que já temos
equipamentos instalados para atender esse montante,
ou seja, para chegarmos às 100 mil sacas não
vamos precisar investir em equipamentos nem em armazém,
o que torna as coisas mais fáceis. O difícil
é começar e chegar até aqui”,
apontou.
Fidelidade
— A instalação
do armazém geral de Poços de Caldas
se manteve fiel aos projetos da Terra Forte no que
diz respeito à sustentabilidade do café.
Uma das preocupações na execução
do projeto do Campo Verde foi dotá-lo de uma
estrutura de “rebenefício ecologicamente
correto”.
Segundo Faria, o armazém foi construído
observando todas as normas internacionais de padronização
ecológica, com a certificação
sendo executada por um organismo abalizado. Uma grande
parte do lixo gerado no armazém geral tem destinação
direta para a reciclagem. O projeto como um todo do
armazém conta com uma idéia de sustentabilidade
ecológica, buscando ser, desse modo, um diferencial
a mais a ser apresentado aos compradores internacionais
dos cafés da Terra Forte.
Na
divisa — O novo local de recebimento
e preparo de café está localizado em
uma área privilegiada, na “entrada”
do Estado de Minas Gerais. Faria explicou que a escolha
de Poços de Caldas para receber o Campo Verde
não foi aleatória, mas levou em conta
todo um aspecto logístico.
“A maior área de produção
de nossas fazendas está aqui no sul de Minas,
além de essa região ser a maior produtora
de café do Brasil. Ainda pesou a favor de efetuarmos
a escolha desse local o fato de a distância
daqui ao Porto de Santos ser de cerca de 400 quilômetros.
Nós compramos o café aqui no sul de
Minas, trazemos para o armazém e daqui para
o porto o caminho a percorrer não é
tão longo. Sem dúvida, Poços
de Caldas tem uma localização estratégica”,
disse o produtor e empresário.
| E
quem ficou contente com a escolha da Terra Forte
foi a comunidade de Poços de Caldas, que
passou a contar com um forte investimento em café.
O município, desse modo, quer ser reconhecido
não apenas por suas qualidades turísticas,
mas também como uma cidade com um grande
potencial cafeeiro. O prefeito da cidade, Sebastião
Navarro Vieira Filho, destacou que quando o café
vai bem, o sul de Minas Gerais também vai
bem e isso está sendo observado no atual
momento, com o município recebendo um grande
armazém geral para estimular ainda mais
a cafeicultura regional. |
Panorama
interno do armazém Terra Forte |
“A
iniciativa do grupo Terra Forte foi das mais louváveis
e foi caracterizada por recursos próprios.
A empresa só nos procurou para a regularização
do armazém nos registros da Prefeitura. Ou
seja, não vieram até nós em busca
de incentivos fiscais, mas escolheram investir na
cidade por sua posição estratégica
e por seu potencial”, apontou Vieira Filho.
O prefeito ainda lembrou que apesar de ser uma cidade
que conta com investimentos significativos, muitas
vezes Poços de Caldas recolhe tributos menores
que outras localidades da região, como Varginha,
por conta de esses municípios contarem com
um setor cafeeiro extremamente forte.
“Agora com esse investimento vamos ter um impulso
na cafeicultura da cidade. É uma contribuição
muito grande que a exportadora Terra Forte traz para
Poços de Caldas, com uma injeção
de ânimo em nosso setor cafeeiro e a conseqüente
geração de empregos”, complementou.
Os muitos cafeicultores presentes à inauguração
do armazém geral elogiaram o investimento que
a Terra Forte vem executando para se firmar como uma
grande exportadora brasileira.
O produtor e engenheiro agrônomo José
Carlos Grossi foi um deles, que destacou a grandiosidade
da estrutura montada pela empresa em seu armazém
geral de Poços de Caldas. De acordo com ele,
que acompanhou todo o desenvolvimento da obra do Campo
Verde, esse seria um dos melhores armazéns
de café do país, com toda a tecnologia
necessária para o preparo e para a estocagem
ideal do produto.
“O João Faria está de parabéns
por oferecer algo assim para a cafeicultura brasileira.
É fantástico em termos de armazém,
climatizado, com estrutura para que possa ser expandido.
É mais que elogiável o trabalho da Terra
Forte em criar essa estrutura para o recebimento de
cafés”, complementou Grossi.
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